Em suma, a Bíblia "fala", sim, em reencarnação, tanto quanto em bombardeiros nucleares feitos por velozes caças a jato. E não é tão difícil assim identificar os textos e abri-los com as chaves apropriadas - basta ter olhos de ver, basta levantar a letra e procurar o espírito que ela oculta.
Para isso não é necessário nem mesmo ser Doutor da Lei; ao contrário, Jesus certa vez orou a Deus agradecendo-lhe o haver o Pai escondido certas coisas dos sábios e entendidos e as revelado aos pequeninos e humildes... Por isso disse também que trazia luz aos cegos e cegueira aos que viam.
Parece haver, no mundo de hoje, um número crescente de "sábios e entendidos", porque são multidão os que olham e não enxergam.
Aliás, documentos históricos como a Bíblia, podem admitir reinterpretações apoiadas em novos elementos informativos de absoluta confiança. Traduções forçadas para permitirem a acomodação de idéias pessoais de seus tradutores ou copistas têm sido comuns em todos os tempos e em muitos idiomas. Prevendo isso e no firme propósito de preservar a integridade e pureza do seu texto, João escreveu no Apocalipse (22:18-19): "Eu testifico a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa, que estão escritas neste livro."
Paulo, a seu turno, observou, não quanto às alterações textuais, mas quanto às responsabilidades de cada pregador cristão, o cuidado que deve pôr na interpretação do que lê. Ouçamo-lo em 2 Cor.3:5-6: "...a nossa capacidade vem de Deus, o qualtambém nos fez idôneos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; pois a letra mata, mas o espírito vivifica."
Em resumo: em textos históricos há espaço para interpretar o que está escrito, mas não para acrescentar, subtrair, mutilar, deformar e falsear. As responsabilidades do pregador estão muito bem definidas e a advertência é claríssima: atenção para o espírito, cuidado com a letra morta. Muito cuidado, também, com a vaidosa erudição, que procura mais atentamente os meios de exaltar-se do que a singela e direta abordagem dos simples.
Nicodemus era sábio e entendido e, no entanto, ignorava o sentido de importantíssimas passagens bíblicas, enquanto aos apóstolos - rudes pescadores, artesãos e trabalhadores braçais - a verdade se revelava em toda a sua beleza.
Fonte: Livro - A Reencarnação na Bíblia | Hermínio C. Miranda
Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
A Reencarnação na Bíblia
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