Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Divulgação Espírita

Divulgação Espírita: Despertemo-nos

“Divulgar o Espiritismo por todos os meios e modos dignos ao alcance, é tarefa prioritária”. Bezerra de Menezes, médium Divaldo Franco (Reformador/JAN-05).

Percebe-se de forma clara, que começam a surgir no meio espírita, expressivo número de dirigentes e trabalhadores que abriram os olhos à importância premente da divulgação espírita além paredes. Por exemplo, em Fortaleza-CE já se tornou tradição o TEATRO TRANSCENDENTAL, que é um evento anual aberto ao público, produzido por espíritas e dirigido com alta qualidade técnica e artística. Em eventos como este, subliminarmente – e também diretamente - os princípios espíritas são divulgados aos não-espíritas. No mesmo estado (será que é porque Bezerra de Menezes e outros ilustres espíritas nasceram por lá?), anualmente no jornal de maior circulação do Estado é lançado um suplemento com muitas páginas (em 2007, 16 páginas!) com o tema Semana de Chico Xavier! No estado da Paraíba, fato semelhante também ocorre.
Mas no estado em que resido (São Paulo) o mais rico do país, não vemos suplementos ou colunas espíritas nos jornais de maior circulação!!!
Disse o espírito Marcelo Ribeiro (pelas mãos de Divaldo Franco): “O Espiritismo é o antídoto eficiente e rápido para os males que grassam, na Terra, derruindo o materialismo e promovendo a vida”. Esta afirmação nos alerta que a divulgação dos princípios espíritas é um dos focos mais urgentes de nossa seara, como também reforça o amável irmão e mestre Bezerra de Menezes na introdução deste texto.
Se começa a surgir um número expressivo de seareiros abraçando a tarefa de divulgar o Espiritismo a quem não o conhece, por outro lado ainda é muito maior o número de dirigentes e trabalhadores que não têm esta visão. Lembro-me quando um amigo espírita alertou-me dizendo que “nós espíritas estamos falando para nós mesmos”. Este comentário me fez abrir os olhos - pela primeira vez – a esta realidade! O fato é que fazemos palestras para espíritas, congressos para espíritas, eventos para espíritas. Em contrapartida, Kardec deixa claro que, além do objetivo essencial do espiritismo (que é o nosso desenvolvimento espiritual) ele – o Espiritismo – veio para propiciar as bases para uma nova sociedade. O desafio é: como formaremos uma nova sociedade se continuarmos falando para nós mesmos?
Você sabia, caro leitor, que nos Estados Unidos - um país não-espírita - são proferidas mais palestras sobre reencarnação abertas ao público do que no Brasil, que é o maior país espírita do mundo? Será que não nos está faltando ousadia para quebrarmos os limites físicos dos nossos Centros Espíritas e levarmos a mensagem espírita além paredes?
Na ausência de nossa atuação eficaz na divulgação espírita aos não-espíritas, a espiritualidade toma a iniciativa de fazer sua parte. Por exemplo: induz não-espíritas a produzirem sérias reportagens em revistas de grande circulação como ÉPOCA e ISTO É; a produzirem novelas com cunho espírita no canal de maior audiência do país (TV Globo); a produzirem filmes sobre temas espíritas, com sucesso mundial, vindos do país com maior capacidade técnica e diretiva de filmagens (os Estados Unidos). A espiritualidade está atuando. E nós, o que estamos fazendo em relação à divulgação aos não-espíritas?

a) Allan Kardec nos orienta a fazermos publicidade nos jornais mais divulgados!“Uma publicidade, numa larga escala, feita nos jornais mais divulgados, levaria ao mundo inteiro, e até aos lugares mais recuados, o conhecimento das idéias espíritas, faria nascer o desejo de aprofundá-los, e, multiplicando os adeptos, imporia silêncio aos detratores que logo deveriam ceder diante do ascendente da opinião”. Allan Kardec – Projeto 1868 – Obras Póstumas
Questionemo-nos: ESTAMOS FAZENDO PUBLICIDADE DO ESPIRITISMO NOS JORNAIS MAIS DIVULGADOS?
Você sabia que na cidade do Rio de Janeiro, nas últimas décadas do século XIX, o havia uma coluna semanal espírita no jornal de maior circulação do país? O jornal chamava-se “O País” (seria a Folha de São Paulo de hoje) e o autor dos textos tinha o nome de Bezerra de Menezes.
A triste realidade de hoje é que o feito de Bezerra de Menezes não está se repetindo. Não temos mais colunas espíritas periódicas no jornal de maior circulação do país.
Imaginemos o que ocorrerá quando o Espiritismo ter uma divulgação/publicidade periódica de 2 minutos na Rede Globo de Televisão? Ou quando tivermos uma página nas revistas semanais de maior circulação explicando “o que é” e “o que não é” o Espiritismo? Imaginemos ainda o que ocorrerá quando tivermos um programa espírita em canal aberto de TV?

b) Cairbar Schutel divulgava o Espiritismo no local de maior circulação pública de sua cidade!“Vi Cairbar Schutel de relance: eu vinha do agreste com minha querida mãe e o trem se deteve em Matão. Era o trem da noite que havíamos tomado com destino a Minas Gerais. Eu era uma criança de grupo escolar e vi quando aquele homem de traje impecável, de brim, porte esbelto, com um maço de jornais debaixo do braço, ia colocando um exemplar em cada banco vazio. Curioso, tomei um deles. Era O Clarim. Mais tarde, através de fotografia tomei conhecimento de que o homem era Cairbar Schutel. Soube tempos depois que ele os esperava para distribuir a boa semente aos viajores fatigados que se destinavam às excursões mais distantes de São Paulo”. Wallace Leal Rodrigues – livro O Bandeirante do Espiritismo, Editora O Clarim – Eduardo Carvalho Monteiro e Wilson Garcia.

Questionemo-nos: ESTAMOS DIVULGANDO O ESPÍRITISMO NOS LOCAIS DE MAIOR CIRCULAÇÃO DE NOSSA CIDADE?

c) Marcelo Ribeiro (espírito) esclarece: Espiritismo, não é lícito impô-lo, nem justo deixar de apresentá-lo.“O Espiritismo é um tesouro de alto valor que tem a missão de produzir lucros de amor e juros de paz. Ocultá-lo, sem o promover entre as criaturas, é o mesmo que enterrar uma fortuna, que assim perde a finalidade para a qual existe. Retê-lo, constitui crime de avareza, considerando-se a fonte de luz de que padecem as criaturas. (...) O Espiritismo é o antídoto eficiente e rápido para os males que grassam, na Terra, derruindo o materialismo e promovendo a vida. Difundi-lo, a rigor, é tarefa de quantos se identificam com as suas lições e nele encontram satisfação de viver. Não é lícito impô-lo, nem justo deixar de apresentá-lo”. Marcelo Ribeiro, psicografia de Divaldo Franco, livro Terapêutica de Emergêngia

Questionemo-nos: ESTAMOS SENDO JUSTOS, NÃO DIVULGANDO O ESPIRITISMO AOS NÃO-ESPÍRITAS?

d) Eurípedes Barsanulfo sugere levarmos suas palavras a toda a parte!“Que vocês levem a nossa palavra a toda a parte. Aqueles que possam fazê-lo, transmitam-na através dos meios de comunicação. Precisamos contagiar nosso movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso país a crescer e caminhar no rumo do progresso”. Eurípedes Barsanulfo – artigo Mensagem de Esperança – psicografia de Suely Caldas Schubert

Questionemo-nos: ESTAMOS LEVANDO AS PALAVRAS DE EURÍPEDES A TODA A PARTE?

e) Herculano Pires nos mostra o tanto que temos a caminhar!“Se os espíritas soubessem o que é o Centro Espírita, quais são realmente sua função e a sua significação, o Espiritismo seria hoje o mais importante movimento espiritual e cultural da Terra”.

Questionemo-nos: ESTAMOS FAZENDO NOSSA PARTE PARA QUE O ESPIRITISMO SEJA O MAIS IMPORTANTE MOVIMENTO ESPIRITUAL E CULTURAL DA TERRA?

f) André Luiz no orienta a divulgarmos o Espiritismo em cada programa de rádio e televisão!
“Divulgar, em cada programa de rádio e televisão, ou programas outros de expansão doutrinária, conceitos e páginas das obras fundamentais do Espiritismo. A base é indispensável para qualquer edificação”. André Luiz – Livro Conduta Espírita, psicografia de Chico Xavier.

Questionemo-nos: ESTAMOS DIVULGANDO O ESPIRITISMO EM CADA PROGRAMA DE RÁDIO E TELEVISÃO?

g) Vianna de Carvalho (espírito) nos induz a deixarmos de ser indiferentes em relação à divulgação espírita.“Na hora da informática, com os seus valiosos recursos, o espírita não se pode marginalizar, sob pretexto pueris, em que disfarça a timidez, o desamor à causa ou a indiferença pela divulgação”. Vianna de Carvalho – livro Reflexões Espíritas, psicografia de Divaldo Franco.

Questionemo-nos: ESTAMOS SENDO TÍMIDOS OU INDIFERENTES EM RELAÇÃO À IMPORTÂNCIA DA DIVULGAÇÃO AOS NÃO-ESPÍRITAS?h) Allan Kardec nos orienta a popularizarmos o Espiritismo.“Dois elementos devem concorrer para o progresso do Espiritismo; estes são: o estabelecimento teórico da Doutrina e os meios para popularizá-la”. Allan Kardec – Projeto 1868 – Obras Póstumas

Questionemo-nos: ESTAMOS UTILIZANDO-NOS DOS MEIOS ADEQUADOS PARA POPULARIZAR O ESPIRITISMO?
Diz Allan Kardec no capítulo XVIII do livro “A Gênese”: “Pelo seu poder moralizador, por suas tendências progressistas, pela amplitude de suas vistas, pela generalidade das questões que abrange, o Espiritismo é mais apto, do que qualquer outra doutrina a secundar o movimento de regeneração”. Se o Espiritismo é, como diz Kardec, a Doutrina “mais apta a secundar o movimento de regeneração” (que se avizinha), será que devemos manter apenas conosco – seguidores do Espiritismo – este vastíssimo conhecimento que a Doutrina Espírita proporciona? Será que estamos exercendo a caridade que Emmanuel proclama: “O Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade de sua própria divulgação”? (livro “Estude e Viva”, psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira, FEB).

Uma importante observação:A divulgação do Espiritismo aos não-espíritas não pode ter o objetivo de convertê-los à nossa Doutrina. Alguém já disse que “O Espiritismo não será a religião do futuro, mas, o futuro das religiões”. O que equivale a dizer que as pessoas não precisam ser espíritas, mas todas devem ter conhecimento dos postulados espíritas, pois são leis naturais. Daí a importância da necessária, da premente e urgente, divulgação!

Alkindar de Oliveira

Fonte : Reformador Jan/05

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

O poder da Irradiação


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Escrito por Edvaldo Kulcheski


Conforme o dicionário, é o ato ou efeito de emitir ondas, lançar raios de luz ou de calor, ou vibrações.

Em termos de Espiritismo a definição para irradiação é: Transmissão de fluidos espirituais à distância.

No processo da irradiação, transmitimos aos outros, pelo mecanismo da força mental, a carga de força vital que dispomos para doar. A irradiação se faz à distância, projetando o nosso pensamento e sentimentos em favor de alguém, movimentando as forças psíquicas através da vontade.

A pessoa que irradia deve cultivar bons sentimentos, bons pensamentos e bons atos. Isto vai lhe formando uma "atmosfera espiritual" positiva, criando uma tonalidade vibratória e uma quantidade de fluidos agradáveis e salutares que poderão ser dirigidos através da vontade para outras pessoas.

A pessoa que irradia deve focalizar mentalmente o paciente para quem quer fazer a irradiação e transmitir, através do sentimento, aquilo que deseja: paz, conforto, coragem, saúde, equilíbrio, paciência etc.

Irradiação é a projeção do pensamento e do sentimento, que são energias que conseguimos exteriorizar de nós mesmos. Cada cérebro pode emitir vibrações de alta ou baixa freqüência, de acordo com os pensamentos constantes.

Irradiamos todos nós através dos nossos pensamentos, sentimentos, palavras e atos.

Essa energia que emitimos continuadamente forma nosso hálito mental e se propaga ao nosso derredor. Essas energias têm reflexos sobre nós mesmos e sobre as pessoas que convivem conosco, os que estão distanciados e todos os seus do ambiente em que vivemos.

Nos processos de irradiação, o seareiro, pela ação de sua vontade dirigida, transmite aos outros as suas energias vitais, que são imediatamente repostas pela absorção e metabolização automática das energias do ambiente pelos centros de força (chacras).

Na irradiação, a pessoa, aplicando pensamento e vontade acelera essa absorção-metabolização de energias vitais e espirituais direcionando-as para aquele que as receberá.

Os fluidos ou energia, se submetem à lei das proporções, isto é, cada um de nós movimenta uma certa quantidade relativa dessas forças, que podem ser ajuntadas com as dos espíritos, proporcionalmente, sendo então carreadas para o seu objetivo. Devemos focalizar o nosso pensamento, restringindo-o a uma certa área, pessoa ou grupo de pessoas, para que ele seja o sustentáculo dessa mesma força. Isto quer dizer que a nossa irradiação deve focalizar alguém, alguns ou uma situação determinada, cientes de que os pedidos feitos genericamente em favor de todos os necessitados não alcançam objetivamente os seus fins. Apenas valem pela intenção. O potencial movimentado é aplicado de acordo com o mérito de cada um. Isto é, não é pelo fato de alguém pedir excessivamente em favor de alguém que conseguirá o seu fim. A pessoa que irradia deve inicialmente concentrar-se; orar em seguida, e depois, pela vontade, focalizar o objeto de sua irradiação e transmitir aquilo que se deseja.

Endereço vibratório

Todas as nossas ações e atitudes refletem as nossas disposições mentais e emocionais. Quando escrevemos ou ditamos para que seja escrito, não apenas alinhamos no papel nossas idéias, mas são grafadas também nossas disposições íntimas. Isso significa que podemos escrever com a luz dos sentimentos nobres ou com as tintas escuras do negativismo. No momento em que adicionamos o nome de alguém para irradiação, aquele nome estará impregnado da energia de quem solicitou a irradiação, pois certamente, quem deseja ajudar estará com o pensamento em quem ele quer ajudar no momento da inscrição do nome. Isto criará o endereço vibratório.

O importante, no momento da escrita, é que alguém esteja mentalizando o paciente para se criar o endereço vibratório. Os espíritos que vão atuar neste processo fazem a localização do paciente através do “endereço vibratório”, não sendo essencial se anotar o endereço. A leitura dos nomes de necessitados e os respectivos endereços são necessários somente para que os médiuns criem uma imagem mental.

O “endereço vibratório” guia os espíritos, assim como os policiais que fazem o cão treinado cheirar algo do fugitivo para encontrá-lo. Se o número de necessitados é muito grande, podemos reuni-los em grupos de dez ou mais e numerar esses grupos e, ao invés de nomes, enunciar os grupos pelos respectivos números, ou ainda, suprimir tal enunciação, somente conservando sobre a mesa os competentes registros, conforme nos orienta Edgard Armond, no livro Passes e Irradiações.

Isto quer dizer que quando escrevermos ou ditarmos para alguém escrever os nomes de irmãos que necessitam de ajuda, o façamos movidos pelo desejo sincero de auxiliar e socorrer, e não com o propósito de nos libertarmos do dever de ter que orar em benefício do semelhante. Isto vai lhe formando uma "atmosfera espiritual" positiva, criando uma tonalidade vibratória e uma quantidade de fluidos agradáveis e salutares que poderão ser dirigidos através da vontade para outras pessoas. Recolhido em prece, o homem de boa vontade recebe recursos do Plano Superior, projetando-os depois, na direção do enfermo ausente, cuja figura mentaliza.

Superando obstáculos

Os espíritos que trabalham na cura enfrentam sérias dificuldades no serviço de socorro aos pacientes cujos nomes estão inscritos nas listas dos centros espiritualistas. Além das dificuldades técnicas resultantes de certo desequilíbrio do ambiente onde eles atuam, outros empecilhos os aguardam em virtude do estado psíquico dos próprios doentes.

Às vezes, o enfermo tem a mente saturada de fluidos sombrios devidos a conversações maledicentes de intrigas, calúnias e fofocas. Outros, encontram-se em excitação nervosa devido a uma violenta discussão. Existem aqueles que estão presos no vício das drogas e do álcool, dificultando ainda mais o trabalho socorrista.

Outras vezes, os fluidos irradiados das sessões espíritas penetram nos lares enfermos, mas encontram o ambiente carregado de fluidos agressivos provenientes de discussões ocorridas entre os seus familiares.

É evidente que os desencarnados têm pouco êxito na sua tarefa abnegada de socorrer os enfermos quando estes vibram sentimentos de ódio, vingança, luxúria, cobiça ou quaisquer outros sentimentos negativos.

No processo de irradiação, ocorrerá um fluxo de energia que se dirigirá a outra pessoa, chegando ao perispírito desta, que poderá absorvê-las ou não, de acordo com a lei de sintonia, de afinidade, de merecimento e de condições específicas do momento.

Para a irradiação ser eficaz, a pessoa que a ser ajudada deve estar receptiva (favorável ao recebimento da ajuda para melhor absorver o recurso espiritual). Além disso, é fundamental estar disposta a se melhorar espiritualmente. A ajuda da irradiação é passageira e tais recursos fixar-se-ão e novos acrescentar-se-ão quando o indivíduo passar a ter vida moralmente equilibrada.

Aqueles que foram fazer as vibrações (irradiação), deverá recolher-se em oração, evitar desentendimentos, ambientes negativos e intoxicar-se com fumo, alcoólicos etc.

O Evangelho no Lar é muito Importante para ajudar harmonizar o ambiente e despertar nossa religiosidade. Um ambiente harmonioso é extremamente importante. Lar sem harmonia passa a ser habitado por entidades inferiores, que criam desentendimentos colocando todos para fora. Um sai de casa por isso, outro por aquilo, desmantelando toda a família. Com o autoconhecimento e nossa reforma íntima estaremos cada vez mais aptos para ajudarmos e sermos ajudados, inclusive, através das irradiações energéticas.

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, ed. 46.

Ao reproduzir o texto, favor citar o autor e a fonte.

O ectoplasma

De aspecto viscoso, semilíquido e esbranquiçado, é uma substância básica e muito importante para os efeitos de materialização de objetos e espíritos

Para a ciência acadêmica, ectoplasma é a parte da célula que fica entre a membrana e o núcleo ou a porção periférica do citoplasma. Para o cientista Charles Richet, é uma substância que se acredita ser a força nervosa e possui propriedades químicas semelhantes às do corpo físico, de onde provém. Apresenta-se sob um aspecto viscoso, esbranquiçado, quase transparente, com reflexos leitosos, bem como esvanescente sob a luz. É considerado a base dos efeitos mediúnicos chamados físicos, pois é através dele que os espíritos podem atuar sobre a matéria.

Entretanto, para os espíritos, o ectoplasma é geralmente conhecido como um plasma de origem psíquica, que se exala principalmente do médium de efeitos físicos e um pouco dos outros. Trata-se de uma substância delicadíssima que se situa entre o perispírito e o corpo físico e, embora seja algo disforme, é dotada de forte vitalidade, servindo de alavanca para interligar os planos físico e espiritual. Historicamente, o ectoplasma tem sido identificado como algo produzido pelo ser humano, que, em determinadas condições, pode liberá-lo, produzindo vários fenômenos.

O ectoplasma é de difícil manipulação, pegajoso, não se moldando facilmente. Por isso, exige treinamentos e técnicas para que os espíritos possam se utilizar deste fluido. Não é o espírito que se materializa, mas é o ectoplasma que se adere à forma do perispírito dele. A substância sofre bastante a influência da luz do dia e da luz branca, o que causa interferências no fenômeno, tornando-se ideal a utilização de uma luz com tom avermelhado. A materialização pode acontecer sob o efeito da luz branca, mas é preciso haver muito ectoplasma. Também é difícil fazer fotos desse fenômeno com flash, uma vez que há interferência da luz nesse momento.

Nas materializações, não é utilizado diretamente o ectoplasma puro exalado pelo médium. É necessário combiná-lo com outros fluidos (espirituais, físicos), ou seja, utilizar nas materializações o ectoplasma elaborado. A presença de apenas uma pessoa incrédula no ambiente dificulta ou até impede a aderência do ectoplasma no perispírito do espírito.

Combinação de fluidos

A palavra ectoplasma dá uma idéia de se tratar de algo único, mas, na verdade, é um grande conjunto, formado pela combinação dos fluidos do espírito com o fluido animalizado do médium e os fluidos do ambiente. "Aí temos o material leve e plástico de que necessitamos para a materialização", explica o espírito Aulus no livro Nos Domínios da Mediunidade.

De uma maneira bastante rápida, podemos dividir o ectoplasma em três elementos essenciais: fluidos A, representando as forças superiores e sutis da esfera espiritual; fluidos B, definindo os recursos do médium e dos companheiros que o assistem; fluidos C, constituindo energias tomadas da natureza terrestre. Os fluidos A podem ser os mais puros e os fluidos C podem ser os mais dóceis, porém, os fluidos B, nascidos da atuação dos companheiros encarnados e notadamente do médium, são capazes de estragar os mais nobres projetos. Nos círculos em que os elementos A encontram uma colaboração segura dos fluidos B, a materialização de ordem elevada assume a sublimidade dos fenômenos.

Todos os estudos feitos sobre as materializações de espíritos e os chamados efeitos físicos demonstram que esses fenômenos ocorrem somente na presença de pessoas que podem fornecer ectoplasma. Isso leva à óbvia conclusão de que os espíritos não produzem ectoplasma, mas podem apenas manipulá-lo. Inclusive, uma observação mais cuidadosa permite compreender que esta manipulação só pode ocorrer com a conivência consciente ou inconsciente dos encarnados que fornecem a substância.

Se não fosse assim, esses fenômenos ocorreriam com tamanha freqüência e intensidade no cotidiano da humanidade que os desencarnados passariam a participar diretamente do mundo dos encarnados. Deste modo, pode-se deduzir que o ectoplasma é um atributo do corpo físico, da matéria, uma vez que o corpo humano é material, embora controlado pelo espírito nele encarnado.

O que se pode admitir que aconteça é que os espíritos encarnados, em contato com a matéria durante a encarnação, manipulam-na de tal modo que produzam o que chamamos de ectoplasma. Essa produção se daria de modo automático e inconsciente, desde a concepção até o desencarne.

Os tipos de ectoplasma

Agora, se o ectoplasma está relacionado com a matéria que constitui o corpo humano, ele deve existir também nos minerais, nas plantas e nos animais em geral. Em termos de complexidade, esse ectoplasma não deve ser igual ao existente nos seres humanos.

Em princípio, o ectoplasma mineral é o mais simples. Nos vegetais, que se alimentam principalmente de materiais inorgânicos, ele se apresenta de modo relativamente mais complexo, em virtude de ter sido trabalhado por eles a partir do material inicial. Já nos animais, que se alimentam de produtos minerais, vegetais e mesmo outros animais, o ectoplasma deve adquirir uma maior complexidade.

Assim, em função da espécie de vegetal ou animal, certamente haverá qualidades diferentes de ectoplasma. Essa dedução é fácil de ser feita, pois, ao que se sabe, o ectoplasma não-humano não é suficiente ou adequado para a realização de fenômenos físicos e de materialização, já que, se fosse, eles ocorreriam livremente pela manifestação de espíritos desencarnados. Haveria interferência direta destes no mundo dos encarnados, criando grande confusão.

No livro Espírito, Perispírito e Alma, Hernani Guimarães Andrade propõe a existência dos seguintes tipos de ectoplasma: ectomineroplasma, originário dos materiais minerais; ectofitoplasma, extraído dos vegetais; ectozooplasma, produzido pelos animais; ectohumanoplasma, gerado pelos humanos. Mas para efeito de simplificação de terminologia, no sentido de tornar o significado mais acessível às pessoas, podemos dizer apenas ectoplasma mineral, vegetal, animal e humano.

O ectoplasma é matéria?

Podemos definir matéria como tudo que é constituído pelos elementos químicos constantes da classificação periódica, além, é claro, dos próprios elementos e das partículas subatômicas. É também aquilo que possui massa e energia, estando sujeito à ação da gravidade, tem peso e ocupa um certo volume no espaço, além de interagir fisicamente com outras porções da matéria através das reações químicas.

Já o ectoplasma está sujeito à ação da gravidade e interage fisicamente com a matéria do corpo humano. Nas fotografias, vemos ele sair da boca de um médium como se fosse um pano. O fato da substância cair na direção do solo e do espírito materializado a partir dela estar junto ao chão são evidências de que este fluido está sujeito à ação gravitacional. Alguns autores que já estudaram o ectoplasma em trabalhos de materialização e de efeitos físicos verificaram a ação da gravidade através de balanças.

Portanto, podemos concluir que o ectoplasma é matéria. Podemos? Este raciocínio nos conduz a uma conclusão bastante interessante, ou seja, parece haver alguma coisa que se comporta como se fosse uma matéria paralela à que a química descreve. Em outras palavras, é como se houvesse um outro conjunto de elementos químicos coexistindo com aqueles previamente conhecidos ou previstos pela química, como se fosse possível estabelecer pelo menos uma outra classificação periódica.

Apresentação e produção

O ectoplasma é um combinado de substâncias. Quando os espíritos desencarnados podem dispor dele em bastante quantidade, utilizam-no para a produção de fenômenos mediúnicos de efeitos físicos, combinando-o com outras substâncias extraídas do reservatório oculto da natureza.

Para a visão dos desencarnados, o ectoplasma se apresenta como uma massa de gelatina pegajosa, semilíquida e branquíssima que é exalada por todos os poros do médium, mas em maior proporção pelas narinas, pela boca, pelos ouvidos, pelas pontas dos dedos e até pelo tórax. À feição do magnetismo, ele é energia disseminada e presente em toda a natureza, a qual, pela lei evolutiva, é mais apurada no homem do que no mineral, no vegetal ou no animal.

Deduzindo-se que os espíritos encarnados, em contato com a matéria durante a encarnação, produzem o ectoplasma, podemos chegar a algumas conclusões. Se admitimos a existência desta substância nos minerais, nas plantas ou nos animais, podemos entender que um dos ingredientes que forma o ectoplasma é originário dos alimentos, enquanto outro provém do oxigênio que respiramos. Ainda há um outro ingrediente, produzido no interior das células de nosso corpo físico. O que ocorre é uma transformação desses ectoplasmas primários em ectoplasma humano.

Mas onde e quando ocorre o processo metabólico das reações químicas, físicas e biológicas entre os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular que geram o ectoplasma? É difícil de se afirmar com certeza onde ele se forma no ser humano. A observação indica uma grande movimentação fluídica no abdome, na altura do umbigo, o que leva alguns pesquisadores a admitir que se forma ectoplasma no aparelho digestivo, através do metabolismo dos alimentos no corpo. Outro lugar em que é comum se perceber que existe uma grande quantidade dessa movimentação é no tórax, fazendo alguns estudiosos concluirem que a produção de ectoplasma ocorre através da respiração, pelo oxigênio.

Como a ciência acadêmica admite que esse fluido se forma no interior das células, muitos entendem que o ectoplasma se forma por todo o corpo no nível celular, embora em quantidades e qualidades diferentes. O sangue pode carregá-lo até os pulmões, onde se libera para ser eliminado, da mesma forma que o carbono resultante do metabolismo.

Entretanto, para os espíritos, o ectoplasma é uma substância delicada que se produz entre o perispírito e o corpo físico, interligando o plano físico com o espiritual. Isso nos permite deduzir que os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular são captados por meio dos chacras gástrico e esplênico, transformando-se em ectoplasma no interior do duplo etérico. Poderíamos chamar isso de "metabolismo do ectoplasma". Mas é bom lembrar: nas materializações ou nos fenômenos de efeitos físicos, não se usa diretamente o ectoplasma humano que exala do médium. É preciso combiná-lo com outros dois tipos de fluidos (espirituais e da natureza) para obtermos o ectoplasma elaborado.


Fonte: Escrito por Edvaldo Kulcheski

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial sobre Materialização

Ao utilizar o texto, favor citar o autor e a fonte.



Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Como funciona a psicografia

O mecanismo de funcionamento da psicografia, ainda segundo Kardec, pode ser consciente, semi-mecânico ou mecânico, a depender do grau de consciência do médium durante o processo de escrita.

No primeiro caso, o mais controverso e difícil de validar com o mínimo de objetividade, o médium tem plena consciência daquilo que escreve, apesar de não reconhecer em si a autoria das idéias contidas no texto. Tem a capacidade de influir nos escritos, evitando informações que lhe pareçam inconvenientes ou formas de se expressar inadequadas.

Alegoria que representa, segundo a ótica espírita, o Médium Chico Xavier, psicografando uma mensagem do Espírito de Emmanuel

No segundo, o médium pode até estar consciente da ocorrência do fenômeno, perceber o influxo de idéias, mas é incapaz de influenciar no texto, que basicamente lhe escorre das mãos. O impulso de escrita é mais forte do que sua vontade de parar ou conduzir voluntariamente o processo.

No terceiro caso, o mais adequado para uma averiguação experimental controlada, o médium pode escrever sem sequer se dar conta do que está fazendo, incluindo-se aí a possibilidade de conversar com interlocutores sobre determinado tema enquanto psicografa um texto completamente alheio ao assunto em pauta. Isso porque, segundo Kardec, esses médiuns permitiriam ao espírito agir diretamente sobre sua mão ou seu braço, sem recorrer à mente.


Fonte: O livro dos médiuns





Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

A Reencarnação na Bíblia

Em suma, a Bíblia "fala", sim, em reencarnação, tanto quanto em bombardeiros nucleares feitos por velozes caças a jato. E não é tão difícil assim identificar os textos e abri-los com as chaves apropriadas - basta ter olhos de ver, basta levantar a letra e procurar o espírito que ela oculta.

Para isso não é necessário nem mesmo ser Doutor da Lei; ao contrário, Jesus certa vez orou a Deus agradecendo-lhe o haver o Pai escondido certas coisas dos sábios e entendidos e as revelado aos pequeninos e humildes... Por isso disse também que trazia luz aos cegos e cegueira aos que viam.

Parece haver, no mundo de hoje, um número crescente de "sábios e entendidos", porque são multidão os que olham e não enxergam.

Aliás, documentos históricos como a Bíblia, podem admitir reinterpretações apoiadas em novos elementos informativos de absoluta confiança. Traduções forçadas para permitirem a acomodação de idéias pessoais de seus tradutores ou copistas têm sido comuns em todos os tempos e em muitos idiomas. Prevendo isso e no firme propósito de preservar a integridade e pureza do seu texto, João escreveu no Apocalipse (22:18-19): "Eu testifico a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa, que estão escritas neste livro."

Paulo, a seu turno, observou, não quanto às alterações textuais, mas quanto às responsabilidades de cada pregador cristão, o cuidado que deve pôr na interpretação do que lê. Ouçamo-lo em 2 Cor.3:5-6: "...a nossa capacidade vem de Deus, o qualtambém nos fez idôneos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; pois a letra mata, mas o espírito vivifica."

Em resumo: em textos históricos há espaço para interpretar o que está escrito, mas não para acrescentar, subtrair, mutilar, deformar e falsear. As responsabilidades do pregador estão muito bem definidas e a advertência é claríssima: atenção para o espírito, cuidado com a letra morta. Muito cuidado, também, com a vaidosa erudição, que procura mais atentamente os meios de exaltar-se do que a singela e direta abordagem dos simples.

Nicodemus era sábio e entendido e, no entanto, ignorava o sentido de importantíssimas passagens bíblicas, enquanto aos apóstolos - rudes pescadores, artesãos e trabalhadores braçais - a verdade se revelava em toda a sua beleza.


Fonte: Livro - A Reencarnação na Bíblia | Hermínio C. Miranda

Timo

Timo: a chave da energia vital
20.fev

No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando se diz "eu", fica uma pequena glândula chamada timo.
Seu nome em grego é thýmos e significa energia vital. É precisa dizer mais?

Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando nos enervamos e mais ainda quando adoecemos.

Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho.
Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com mega doses de raios X achando que seu "tamanho anormal" poderiam causar problemas.

Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente activo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas drenais e a espinha dorsal, e está directamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem.
Funciona como se fosse uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro.
Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.
Também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos, …Amor e ódio o afectam profundamente.
As ideias negativas têm mais poder sobre ele do que os vírus ou bactérias. Já que, as ideias, não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, tais como herpes
Em compensação, ideias positivas conseguem dele uma activação geral, com todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.

O teste do pensamento:
Um teste simples pode demonstrar essa conexão.
Feche os dedos, polegar e indicador na posição de O.K., aperte com força e peça para alguém tentar abri-los enquanto você pensa " estou feliz".
Depois repita pensando " estou infeliz".

A maioria, das pessoas, conserva a força nos dedos com a ideia feliz e enfraquece quando pensa infeliz (substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...).
Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas, por exemplo: quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abcessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contacto com elas e chega ao resultado.
As reacções são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos, em vários países, já é ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos que trabalham com acupunctura.
Um detalhe curioso é que o timo fica encostado ao coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito...
“Fiquei de coração apertadinho”, por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração.

O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o timo do que com o coração e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano.

"Lindo!", você pode estar pensando, "mas e daí?".
Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem-estar e felicidade.
Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir

a).. Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre os calcanhares, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.
b).. Feche uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo: uma forte e duas fracas.
Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica.
O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.

Ótimo, íntimo, cheio de estímulo. Bendito Timo!

Fonte: Jornalista e pesquisadora Sónia Hirsc.

Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Divaldo Pereira Franco


Divaldo Pereira Franco nasceu em 5 de Maio de 1927 na cidade de Feira de Santana (BA), sendo que foi o último dos treze filhos do casal Francisco Pereira Franco e Ana Alves Franco, ambos já desencarnados. Desde sua infância já comunicava-se com os espíritos, de modo que a amizade sincera de um pequeno Espírito alegrou ainda mais os seus dias. Era o índio Jaguaraçu, que quer dizer: "Onça Grande". Ele vinha brincar com Divaldo no quintal de sua casa todos os dias. O índio aparentava ter uns cinco anos. Os dois amiguinhos brincavam sem perceber as horas passarem. Subiam em árvores, corriam pelo quintal, armavam lindos presépios na época de Natal. Colhiam musgos e folhagens para enfeitar as lapinhas, como eram chamados os presépios.
Quando jovem, foi abalado pela morte de seus dois irmãos mais velhos, fato que o deixou traumatizado e enfermo, sendo conduzido a diversos especialistas na área da Medicina, sem contudo, lograr qualquer resultado satisfatório.

Apareceu então, em sua vida, D. Ana Ribeiro Borges, que o conduziu à Doutrina Espírita, libertando-o do trauma e trazendo consolações, tanto para ele como para toda a família. Dedicou-se, a partir de então, ao estudo do Espiritismo. Aos poucos foi aprimorando suas faculdades mediúnicas, através do correto exercício e continuado estudo do Espiritismo.

Tendo estudado na Escola Normal Rural de Feira de Santana, recebeu o diploma de professor primário, em 1943.
Transferiu residência para Salvador no ano de 1945, com 18 anos de idade na atual existência, tendo concorrido ao IPASE (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado), onde ingressou em 5 de Dezembro de 1945 como escriturário, permanecendo como funcionário até a sua aposentadoria na década de setenta.

Espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em 7 de setembro de 1947. Dois anos depois iniciou a sua tarefa de psicografia. Diversas mensagens foram escritas pelo seu intermédio, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, até que um dia, recebeu a recomendação para que fosse queimado o que escrevera até ali, pois não passavam de simples exercícios. Com a continuação, vieram novas mensagens assinadas por diversos Espíritos, dentre eles, Joanna de Ângelis, que durante muito tempo apresentava-se como "Um Espírito Amigo", ocultando-se no anonimato, à espera do instante oportuno para se fazer conhecida. Joanna revelou-se como sua mentora Espiritual, escrevendo inúmeras mensagens, num estilo agradável, repassado de profunda sabedoria e infinito amor, que conforta aos mais diversos leitores e necessitados de diretriz espiritual.

Em 15 de agosto de 1952 fundou a Mansão do Caminho, um lar para crianças carentes no qual, até hoje, já passaram mais de 30 mil crianças que foram devidamente, educadas e evangelizadas. Atualmente, mais de três mil crianças e jovens carentes são atendidos todos os dias gratuitamente, em uma área de 77 mil metros quadrados, com 50 edificações, em 22 atividades sócio-educacionais. A Mansão do Caminho faz atendimentos a gestantes desde 1950, com assistência médica, e distribuição de enxovais numa média de 800-900/ano, presentes no Dia das Mães e festas de confraternização em cada distribuição mensal. A este conjunto de atividade denominou-se de Enxovais Meimei. Há, também, a Creche A Manjedoura, inaugurada na Mansão em agosto de 1983, e que assiste a 150 crianças de 2 meses a 03 anos de idade em regime integral, possuindo seis berçários, totalizando em torno de 600 mamadeiras por dia, além de assistência médica, social e refeição normal sob orientação de nutricionista. Além disso, existe o Jardim da Infância Esperança, inaugurado em fevereiro de 1971, graças a convênio com o Lar Fabiano de Cristo, oferecendo atendimento integral a 345 crianças de 03 a 06 anos. Há, ainda, a Escola Alvorada Nova, de ensino fundamental, fundada em 1957, sendo reestruturada em novembro de 1989conveniada com a Secretaria do Estado da Bahia para atendimento a “meninos de rua”, em período integral, possuindo cursos profissionalizantes, alguns deles com o apoio do Projeto Cidade Mãe, da Prefeitura de Salvador. Graças ao convênio estabelecido com a Lateina-Merika Zentrum, da cidade alemã de Bonn, suas instalações foram ampliadas de forma considerável. A Mansão do caminho conta, além das obras citadas acima, com muitas outras, das quais destaca-se a Escola Allan Kardec, também de ensino fundamental, fundada em setembro de 1964; a Escola de Ensino Fundamental Jesus Cristo, contando com uma biblioteca constituída por mais de 10.000 livros, biblioteca esta que é aberta não somente aos alunos da Mansão do Caminho, mas a todos os oriundos das Escolas do Bairro e da periferia. Ainda oferece a Escola Supletiva de Enfermagem Irmã Sheilla – fundada em 1989 -; a Escola de Datilografia Joanna de Ângelis – fundada em 1969 -; cursos profissionalizantes de carpintaria, sapataria, tapeçaria, corte-costura, gráfica, panificação, hotricultura e jardinagem; Caravana Auta de Souza - fundada em 1948 - , que ampara mais de 300 família carentes, abrangendo idosos e doentes físicos irreversíveis, sendo que distribui remédio e mais de 6.000 cestas básicas por ano; Centro médico J. Carneiro de Campos, com assistência médica, odontológica e Laboratório de Análises Clínicas, atendendo a mais de 52.000 pessoas por ano; Grupo de Ação Comunitária Lygia Banhos, o qual atende domiciliarmente famílias carentes no bairro do Pau da Lima; etc.
Assim, Divaldo educou mais de 600 filhos, hoje emancipados, a maioria com família constituída (hoje tem 200 netos!) e profissão própria, no magistério, contabilidade, serviços administrativos e medicina.

Sendo o maior Orador Espírita da Terra - o verdadeiro Paulo de Tarso dos tempos modernos - começou a fazer palestras em 1947, difundindo a Doutrina Espírita e hoje apresenta uma histórica e recordista trajetória de orador no Brasil e no exterior, sempre atraindo multidões, com sua palavra inspirada e esclarecedora, acerca de diferentes temas sobre os problemas humanos e espirituais. Há vários anos, viaja em média 230 dias por ano, realizando palestras e também seminários no Brasil e no mundo. Trata-se do orador espírita mais popular do mundo, sendo o embaixador da Doutrina no planeta. A convite da ONU Divaldo Franco participou do I Encontro Mundial Pela Paz, o qual foi um encontro de lideranças religiosas – fato inédito na história da Humanidade – ocorrido de 28 a 31 de agosto de 2000 na cidade de Nova Iorque (EUA).
Já esteve nos cinco continentes, tendo percorrido 52 países, divulgando o ideal espírita. Tendo estado em mais de 1.000 cidades pregando, falou e foi entrevistado em mais de uma centena de emissoras de rádio e TV, no Brasil e no seu exterior falou no Congresso Nacional, em câmaras municipais e estaduais, em Universidades (Montreal – Canadá, Sorbonne –Paris, etc), em teatros, em Lions Clubes e Rotarys Clubes.
O médium Divaldo, desde jovem apresentou diversas faculdades mediúnicas (psicofonia, vidência, clariaudiência, psicografia, etc.) educados à luz da Doutrina Espírita. No que toca à psicografia, representa um fenômeno editorial, pois em 31 anos de médium publicou mais de 200 títulos, totalizando mais de quatro milhões e quinhentos mil exemplares, onde se apresentam 211 Autores Espirituais, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religiosidade; destas obras, houve 80 versões para 13 idiomas (alemão, espanhol, esperanto, francês, italiano, polonês, tcheco, braille, etc....). Os livros possuem uma grande variedade de estudos literários, abrangendo temas doutrinários, filosóficos, históricos, infantis, psicológicos e psiquiátricos. Estas obras têm como único objetivo divulgar o Espiritismo – O Consolador Prometido por Jesus, o Cristianismo redivivo - de forma idônea e sem qualquer intuito de proselitismo, porque o Espiritismo respeita todas as convicções sinceras, não lançando o anátema ou violentando a consciência dos que não pensam como nós, visto existirem tantas doutrinas filosóficas, religiosas e morais, consoante às necessidades evolutivas dos indivíduos e dos grupos. Vários são os autores espirituais que escrevem pela mediunidade de Divaldo. Entre muitos outros, registramos os seguintes: Joanna de Ângelis (sua mentora espiritual e autora do primeiro livro psicografado por Divaldo, Messe de Amor, 1964), Amélia Rodrigues, Bezerra de Menezes, Manoel Philomeno de Miranda, Marco Prisco, Victor Hugo, Vianna de Carvalho, Marcelo Ribeiro, Rabindranath Tagore, Otília Gonçalves, dentre outros.
Divaldo Franco já foi homenageado por centenas de instituições públicas e privadas, culturais, núcleos espíritas, culturais, políticas, universidades e associações beneficentes tanto no Brasil como no exterior, pela sua obra em favor dos desfavorecidos e sofredores e pela paz que tem trazido às consciências. Recebeu ao todo 590 homenagens, sendo 148 oriundas de 64 cidades do exterior – abrangendo 20 países -, e 442 do Brasil – originárias de 139 cidades.
Das condecorações recebidas no exterior, destacam-se o título de Doctor Honoris Causa em Humanidades pela Universidade de Montreal (Canadá); Medaille de Reconnaisance Franco-Americanie-Classe Especial, do Instituto Humaniste de Paris; Medalha Câmara Municipal de Leiria, em Portugal; Medalha Cidade de Lobito, oferecida pelo poder público da cidade de Angola (África); Doctor in Parapsicology pela Cyberan University, em Illinois (EUA).
No Brasil, recebeu mais de 80 títulos de cidadania honorária concedidos pelos poderes públicos municipais e estaduais, sendo 16 deles de Capitais Federais.
Concedida por decreto do Exmo Sr. Presidente da República às personalidades que se destacaram em âmbito nacional no trabalho em favor do próximo, recebeu o Diploma do Ordem do Mérito Militar, distinção federal.

Chico Xavier, em certa ocasião, disse: “Divaldo é o trator de Jesus”; “Divaldo tem uma estrela na boca”.

É interessante salientar que a Mansão do Caminho é um dos departamentos do Centro Espírita Caminho da Redenção, situado à Rua Jayme Vieira Lima, 104 - Pau da Lima - Salvador/Bahia/Brasil - CEP 41.235-000. Assim, a Mansão é mantida pela renda proveniente da venda das fitas de palestras de Divaldo Franco para DVD e VHS, livros psicografados e Cds de conferências e de preces dos espíritos superiores.


Fonte:http://www.oespiritismo.com.br